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A Simbologia Cósmica e Esotérica do Natal parte 03



Por fim, a coroação da Obra é a cor púrpura, quando um corpo, quer seja o Astral, o Mental ou o Causal, já se tornou de Ouro Puro e recebe a púrpura dos Reis, porque triunfou. Conclui-se, desta forma, que os Três Reis Magos não são três indivíduos, como se acredita, mas os símbolos das cores fundamentais da Grande Obra, e o próprio Jesus Cristo que vive dentro dela. Em Hebraico “Jesus” é “Jeshuá”, que significa Salvador, sendo que como Salvador “Jeshuá” tem de nascer neste estábulo que existe dentro de nós a fim de se realizar a Grande Obra. O Grande Mestre é o Magnésio Interior do Laboratório Alquímico, por isso deverá surgir no fundo da nossa Alma, do nosso Espírito.

Então começa o aspecto mais duro para o Cristo Interno após o seu nascimento no coração do Homem, o Drama Cósmico, a sua “Via-crucis”. Vemos no Evangelho as multidões que aparecem a pedir a crucificação de Jesus. Todavia estas multidões não são as de outrora, de há mais de dois mil anos, mas as multidões que se encontram dentro de nós, os nossos “Eus”, visto existir dentro de cada um milhares de pessoas, isto é, os “Eus” do ódio, dos ciúmes, da inveja, da cobiça, e de todos os nossos defeitos e vícios. São estes “Eus” que gritam para crucificá-Lo.
No que respeita aos três Traidores do Evangelho, Judas, Pilatos e Caifás, são as justificações dos nossos defeitos psicológicos, pois nunca nos sentimos culpados. Judas é o demônio do desejo, que troca o Cristo Íntimo por trinta moedas de prata, que segundo a alusão cabalista troca-O pelas coisas materiais, dinheiro, luxo e todos os prazeres animais. Pilatos significa o demônio da Mente, que nunca tem culpa, lava as mãos, não se acha responsável e encontra para tudo uma justificação e evasiva. Caifás será talvez o mais perverso de todos. O Cristo Interno nomeia muitas vezes um Sacerdote, um Mestre um Iniciado para que guie as suas ovelhas e as apascente. Contudo, esse Sacerdote em vez de orientar o seu povo de forma sábia, vende os Sacramentos, corrompe o Altar e abusa das devotas, etc., isto é, trai o Cristo Interno, como fez Caifás. No fundo, embora seja muito doloroso, é o que tem acontecido com todas as religiões do mundo cujos sacerdotes traíram o Cristo Interno e se corromperam. Inclusive é possível que haja grupos que se denominam esotéricos, dirigidos por verdadeiros Iniciados, e que estes, muitas vezes traidores, tenham traído o Cristo Interno. Estes traidores levam o Cristo Interno ao suplício. 
Se pensarmos no Cristo Interno no mais fundo de cada um de nós, senhor de todos os processos mentais e emocionais, a lutar para salvá-los e a sofrer, tendo os nossos próprios Eus a protestar contra Ele, a blasfemar, colocando-lhe a coroa de espinhos e a açoitá-lo, constatamos ser este facto uma dura realidade do Drama Cósmico que vivemos interiormente. Finalmente o Cristo Interno sobe ao Calvário e baixa ao sepulcro, matando com a sua morte a própria morte. Depois ressuscita no Iniciado, que logo ressuscita n’Ele. Assim se realiza a Grande Obra. Todo o Drama Cósmico é extraordinário e maravilhoso, e começa com o Natal do Coração.

Um facto também relacionado com o Drama foi a fuga de José, Maria e Jesus para o Egito  quando Herodes ordena a matança de todos os meninos, e Ele tem de fugir. Porém, tudo isso é simbólico. Um Evangelho Apócrifo diz que Maria e José tiveram que fugir com Jesus para o Egito  e permaneceram vários dias sob uma figueira, de onde saiu um manancial de água pura. Simbolicamente esta figueira representa sempre o sexo. Dizem que eles se alimentavam dos frutos desta figueira, os frutos da Árvore da Ciência do Bem e do Mal, sendo que a água pura que corria desta figueira é o Mercúrio da Filosofia Secreta. Não obstante, a decapitação dos inocentes é um facto também alquímico, pois todo o Iniciado tem de passar pela decapitação. O Cristo Interno tem de decapitar em nós o Ego inferior, o Eu de si mesmo, sendo o sangue que flui da decapitação o Fogo Sagrado pelo qual o Iniciado tem de se purificar, limpar, ainda que tudo isso seja profundamente esotérico.

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